sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Ao Telefone

AO TELEFONE

                       
.        (eu) - Disquei o número.

                         (ela) - Alô


·         (eu) - Oi. Sinto sua falta. Não tem um dia se quer que não penso em ti. Sinto seu gosto, seu toque, seu cheiro.

                        (ela) - Algumas lembranças ficam marcadas.
                                               

·         (eu) - Mas as palavras são de coração. Tô com saudades. Te amo para todo o sempre.
 

                       (ela) - Te amarei para todo o sempre, mas de um jeito diferente.
 

·         (eu) - Tá me doendo o peito porque sei que vai dormir em outros braços que não é o meu.


(ela) - Foi você que me deixou livre para encontrar outro alguém, lembra?. No início até sofri. Sofri muito, mas agora te agradeço muito por isso.

·         (eu) - Um misto de ciúmes de ti e raiva de mim.

                               (ela) - Não sinta, são sentimentos ruins. Não os guarde em seu coração.

·         (eu) - Desculpe. Estou sensível.
 

(ela) - Tudo bem, mas evita me ligar durante a madrugada. Não quero dar motivos para desconfianças.
 

·         (eu) - Tudo bem. Vou te deixar em paz. Boa noite


(ela) - Creio que será o melhor a ser feito. Liberta seu coração para que possa se entregar a um novo amor e seja tão feliz quanto eu sou. Boa noi......

 

Silêncio se fez depois que eu desliguei o telefone sem ouvir o final da palavra. E assim irei desligar o que imaginava ainda estar me ligando a ela. Tenho que cuidar do meu jardim, plantar novas flores. Tenho que cuidar de mim.

 

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